A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão, afirmou que pretende buscar espaço para ampliar a arrecadação sem aumentar impostos. A estratégia defendida por ela passa pelo fortalecimento do Fisco e pela atuação integrada de servidores responsáveis pela área tributária, pelo controle interno e pela segurança jurídica da administração.
A declaração ocorreu durante sabatina organizada pelo Sindicato das Carreiras de Auditores Fiscais, Procuradoria-Geral e Controle Interno (Sindifisco). No encontro, Celina apresentou a valorização dessas categorias como parte da preparação do DF para as transformações provocadas pela Reforma Tributária. “Além de ter um Fisco forte, a nossa meta não é aumentar imposto, é aumentar a base contributiva”, declarou.
Para Celina, a mudança no sistema tributário exigirá capacidade técnica e participação dos profissionais que trabalham diretamente com arrecadação e fiscalização. A governadora afirmou que o diálogo com as categorias deverá acompanhar esse processo de adaptação e se refletir na prestação dos serviços públicos.
A candidata também abordou o papel da procuradoria na estrutura do governo. Segundo ela, o respaldo jurídico oferecido pela carreira dá maior segurança às ações adotadas pelo Executivo. “Então, é importante você ter uma procuradoria forte”, disse.
Ao falar do controle interno, Celina concentrou a atenção na prevenção. Ela destacou que a auditoria permite acompanhar os atos da própria administração, antecipar problemas e fortalecer a fiscalização contra irregularidades e a corrupção.
A governadora classificou as três áreas como funções típicas de Estado e defendeu que o reforço das estruturas ocorra de forma conjunta. Segundo Celina, a combinação entre capacidade de arrecadação, fiscalização e segurança jurídica pode tornar a administração mais ágil diante do novo cenário tributário.
A proposta apresentada por Celina colocou a valorização dos servidores como uma das ferramentas para preparar o DF para essa transição. A intenção manifestada na sabatina foi aumentar a eficiência da máquina pública e buscar novas receitas por meio da ampliação da base contributiva, sem recorrer à elevação de impostos.



