spot_imgspot_img

Grupo é alvo da PCDF por suspeita de vender dados protegidos por sigilo

Date:

Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) avançou sobre cinco cidades de três estados para desarticular um grupo investigado pela venda ilegal de informações pessoais na internet. Quatro mandados de prisão e seis de busca e apreensão foram cumpridos durante a Operação Dark Spot.

As ações ocorreram em Três Passos e Gravataí, no Rio Grande do Sul; Bragança Paulista, em São Paulo; e Casimiro de Abreu e Rio das Ostras, no Rio de Janeiro. O caso é apurado pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos.

No centro da investigação está uma plataforma que teria sido usada para comercializar consultas a dados protegidos. As informações, segundo a polícia, eram obtidas por meio de acessos irregulares a bases governamentais e privadas.

O sistema permitia consultar informações relacionadas à Receita Federal, à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e a registros de veículos. Para acessar o conteúdo, os clientes compravam créditos e efetuavam pagamentos por Pix ou criptoativos.

A plataforma também mantinha uma estrutura de divulgação em redes sociais e aplicativos de mensagens. A investigação identificou 45.134 pessoas cadastradas no sistema, das quais 7.242 eram usuários ativos.

O histórico de utilização revela uma estrutura de grande alcance. De maio de 2023 a junho de 2024, foram contabilizadas mais de 18 milhões de requisições, feitas a partir de 257 mil endereços IP distintos.

Os investigadores também rastrearam o dinheiro associado ao esquema. Em quatro meses, entre dezembro de 2024 e março de 2025, mais de R$ 450 mil foram movimentados sem que fosse identificada origem lícita para os recursos. A estimativa é de uma arrecadação superior a R$ 1 milhão por mês.

A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 2 milhões em ativos financeiros e criptoativos dos investigados.

Outro ponto identificado pela polícia foi a capacidade de reconstrução da estrutura. Após intervenções anteriores, os serviços voltavam a funcionar por meio da migração para outros provedores e da adoção de novos domínios, além de mudanças entre os responsáveis pela operação.

A investigação apura a prática de invasão qualificada de dispositivo informático, receptação qualificada, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Caso haja condenação, as penas, considerando os agravantes relacionados ao caso, podem somar até 46 anos e quatro meses de reclusão.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
spot_imgspot_imgspot_imgspot_img
spot_imgspot_img

Popular

More like this
Related

Aliança entre Celina e MDB ganha força com aval da direção nacional

Depois de dias de negociações e conversas de bastidores,...

DF promove dia de vacinação com atendimento em 19 regiões administrativas

Quem ainda não atualizou a caderneta de vacinação terá...

Após recuperação, viadutos do Eixão Norte têm tráfego restabelecido

A circulação de veículos foi normalizada em um dos...

Samu e Bombeiros vão conectar centrais para agilizar atendimentos no DF

O Distrito Federal prepara uma nova dinâmica para o...