O Governo do Distrito Federal voltou a investir na formação de especialistas em inteligência como estratégia para fortalecer a segurança pública. Teve início nesta segunda-feira (4) a 8ª edição do Curso de Inteligência de Segurança Pública (Cisp 2026), promovido pela Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF).
A capacitação será realizada até o dia 3 de junho, na Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), em parceria com a Secretaria de Economia (Seec-DF). Ao todo, 40 profissionais participam desta edição, representando 28 instituições diferentes, entre órgãos distritais e federais.
Criado em 2019, o curso já formou mais de 200 servidores e passou a ocupar posição de destaque entre as iniciativas de qualificação técnica na área. O Cisp integra o eixo Cidadão Mais Seguro, dentro do programa Segurança Integral, e tem como objetivo preparar agentes públicos para atuar de forma estratégica na produção e análise de informações.
A formação conta com 180 horas/aula, distribuídas em sete módulos que abordam temas considerados centrais para a atividade de inteligência. As aulas são conduzidas por especialistas de diferentes áreas — incluindo profissionais de órgãos públicos e da academia —, o que contribui para uma abordagem diversificada e alinhada às demandas atuais da segurança pública.
Além do conteúdo programático, os participantes também integram um ciclo de palestras voltado ao aprofundamento de temas relevantes e à troca de experiências entre instituições, com a presença de convidados externos.
O secretário-executivo da SSP-DF, Paulo André Vieira, ressaltou que decisões eficazes dependem diretamente da qualidade das informações disponíveis. Segundo ele, gestores públicos precisam de dados confiáveis para agir com precisão, especialmente em contextos complexos, e a formação contribui justamente para elevar esse nível de qualificação.
Já o subsecretário de Inteligência interino, Gilberto Maranhão, destacou o perfil da turma desta edição. Ele pontuou que o grupo reúne profissionais de diferentes órgãos, poderes e esferas administrativas, o que amplia o alcance da formação. Também chamou a atenção para a participação feminina: são 15 mulheres entre os alunos, número que se aproxima de 40% do total.
Entre os participantes, a avaliação é de que o curso tem impacto direto na atuação prática. Uma policial militar do Estado de Goiás, com quase oito anos de serviço, afirmou que a experiência representa uma oportunidade de aprendizado ao lado de profissionais altamente qualificados e contribui para a construção de uma rede de cooperação mais eficiente no combate ao crime.
Outra aluna, que atua na própria SSP-DF, destacou que iniciativas como o Cisp ajudam a fortalecer a integração entre os órgãos. Para ela, a troca de conhecimento e o alinhamento de procedimentos permitem respostas mais coordenadas e eficazes diante dos desafios atuais da segurança pública.
Ao reunir diferentes instituições e incentivar a produção de conhecimento aplicado, o curso reforça a aposta do DF em uma atuação baseada em inteligência, integração e uso estratégico da informação para enfrentar a criminalidade.


