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DF avança no combate ao crime e mantém uma das menores taxas de homicídio do Brasil

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A segurança pública no Distrito Federal segue em trajetória de queda nos principais indicadores e coloca a capital entre as mais bem posicionadas do país. O desempenho é detalhado no 2º Anuário da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, que mantém o DF na segunda colocação entre as capitais mais seguras do Brasil e aponta avanços consistentes tanto na redução de crimes violentos quanto nos patrimoniais.

O levantamento evidencia um cenário de controle dos homicídios, que atingem um dos níveis mais baixos já registrados. O resultado é acompanhado por outro indicador relevante: o DF continua com a menor taxa de mortes por intervenção policial do país, com 15 ocorrências contabilizadas em 2025, reforçando uma política baseada em técnica, preparo e uso proporcional da força.

Para o secretário interino de Segurança Pública, Alexandre Patury, os números refletem uma mudança de abordagem na condução das estratégias. “A gente trabalha com leitura constante dos dados e atuação direcionada. As decisões não são aleatórias; elas partem de padrões identificados e da necessidade de agir onde o problema realmente está”, explicou.

Esse modelo já trouxe resultados práticos. Um dos exemplos foi a identificação de maior incidência de homicídios em distribuidoras durante a madrugada, especialmente nos fins de semana. A partir desse diagnóstico, houve intervenção no funcionamento desses estabelecimentos, o que levou a uma queda significativa nesses registros.

Além disso, as forças de segurança intensificaram ações em áreas consideradas mais sensíveis, com operações específicas, aumento de abordagens e apreensão de armas brancas. Regiões como Asa Norte, Taguatinga e Ceilândia estão entre os focos dessa atuação. Como reflexo, o DF registrou cerca de 30 homicídios a menos nos primeiros meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O anuário também amplia o olhar sobre a criminalidade ao incluir dados de crimes patrimoniais ao longo dos últimos dez anos. Em 2025, os roubos em estabelecimentos comerciais caíram 29%, e sete regiões administrativas passaram o ano sem registrar esse tipo de ocorrência. Ainda assim, a concentração em áreas específicas segue sendo monitorada para orientar o planejamento operacional.

No caso do roubo de veículos, a redução foi de 16% no último ano, com 860 ocorrências, frente a 1.018 registradas anteriormente. Na série histórica, a queda chega a 85%, consolidando uma tendência de redução contínua.

Segundo o subsecretário de Gestão da Informação, George Couto, o roubo de veículos é um dos termômetros mais confiáveis da segurança pública. “É um crime que praticamente sempre é registrado, o que nos dá uma leitura mais fiel da realidade. Já a queda nos roubos ao comércio também está ligada a mudanças no comportamento da população, como o uso de meios digitais e o reforço na segurança privada”, afirmou.

Com base em inteligência, integração entre forças de segurança e participação social, o Distrito Federal segue apostando em uma política que combina prevenção e atuação estratégica, com impacto direto na redução dos índices e no fortalecimento da sensação de segurança da população.

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