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DF amplia vagas para mulheres vítimas de violência e já garante 365 empregos formais

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O fortalecimento da autonomia feminina por meio do trabalho ganhou destaque na última  quinta-feira (16), durante o 2º Encontro Conexão com a Empregabilidade Feminina, no Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). A iniciativa reuniu representantes do poder público e da iniciativa privada para discutir caminhos de inserção profissional de mulheres em situação de violência doméstica.

Durante o evento, a Secretaria da Mulher do DF (SMDF) apresentou as estratégias que vêm sendo adotadas para ampliar o acesso ao mercado de trabalho desse público. A apresentação foi conduzida pela Assessoria Especial de Empregabilidade da pasta e direcionada a servidores, gestores de contratos, fiscais e representantes de empresas, atores-chave na implementação das políticas.

Desde 2019, a secretaria vem estruturando uma rede de oportunidades por meio de 14 Acordos de Cooperação Técnica (ACTs). Na prática, as parcerias já resultaram na contratação formal de 365 mulheres que viviam em contexto de violência, com acompanhamento contínuo de equipes multidisciplinares formadas por profissionais como psicólogos, pedagogos e assistentes sociais.

À frente da pasta, a secretária Giselle Ferreira reforçou que a política pública vai além da geração de renda imediata. Segundo ela, a estratégia busca criar condições reais para que essas mulheres reconstruam suas trajetórias com autonomia e segurança. A gestora destacou que o trabalho tem sido estruturado com base em parcerias institucionais e ações que ampliam o acesso ao emprego, promovendo inclusão social e econômica e incentivando maior equilíbrio de gênero no mercado.

Um dos pilares dos ACTs é a previsão de reserva de vagas em contratos de serviços contínuos com dedicação exclusiva de mão de obra. Nesses casos, entre 2% e 8% das oportunidades devem ser destinadas a mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A política também se estende a outros grupos em vulnerabilidade, como mulheres em situação de rua, pessoas trans e travestis, além de quilombolas, indígenas e refugiadas.

Para a psicóloga Maíra Dourado, de 25 anos, a inserção profissional é determinante para romper ciclos de violência. Ela avalia que a independência financeira funciona como um ponto de virada na vida de muitas mulheres, permitindo não apenas sair de relações abusivas, mas também reconstruir projetos de vida com dignidade. Segundo Maíra, iniciativas como o encontro ampliam horizontes e reforçam o papel do trabalho como ferramenta de transformação social.

O evento reforçou a articulação entre governo e setor produtivo como caminho para ampliar oportunidades e consolidar políticas públicas voltadas à equidade de gênero no Distrito Federal.

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