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DF orienta vacinação contra sarampo para quem vai viajar ou trabalha com turistas

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O aumento de casos de sarampo nas Américas colocou o Distrito Federal em estado de atenção e levou autoridades de saúde a reforçarem um alerta direto: quem vai viajar ao exterior ou atua em locais com circulação de estrangeiros deve checar a situação vacinal para evitar a reintrodução da doença na capital.

Dados recentes indicam quase 15 mil casos no continente desde o ano passado. No Brasil, foram 38 confirmações em 2025 e dois registros em 2026. No DF, o último caso foi identificado em 2025 e teve origem fora do país, o que mantém o risco de novos episódios importados no radar das autoridades.

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal aponta a vacinação como principal estratégia para impedir a disseminação do vírus. A gerente da Rede de Frio Central da pasta, Tereza Luiza Pereira, destaca que o sarampo tem alta transmissibilidade e pode provocar complicações graves.

Segundo ela, quando a cobertura vacinal alcança a maior parte da população, o vírus perde força de circulação. Esse efeito coletivo cria uma barreira de proteção, que também beneficia pessoas mais vulneráveis.

A vacina tríplice viral está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde e também protege contra rubéola e caxumba. O esquema varia conforme a faixa etária: pessoas de 1 a 29 anos e profissionais de saúde devem receber duas doses; adultos de 30 a 59 anos precisam de uma aplicação.

Quem não sabe se está com a vacinação em dia deve procurar uma unidade de saúde, preferencialmente com a caderneta. Outra opção é buscar orientação na Sala do Viajante, que funciona no Hospital Regional da Asa Norte e presta atendimento específico a quem pretende sair do país.

Mesmo sem casos confirmados em 2026 até o momento, o DF mantém vigilância ativa. O Comitê de Monitoramento de Eventos em Saúde do Distrito Federal acompanha a evolução da doença no Brasil e no exterior para antecipar possíveis riscos.

A diretora de Vigilância Epidemiológica da SES-DF, Juliane Malta, afirma que o monitoramento contínuo permite identificar ameaças antes mesmo da confirmação oficial. Segundo ela, acompanhar o cenário internacional amplia a capacidade de resposta e garante maior agilidade diante de situações de risco.

O histórico recente reforça a estratégia preventiva. Em 2023, foram 30 suspeitas no DF, todas descartadas. Em 2024, outras 36 notificações também não se confirmaram. Já em 2025, 71 casos foram investigados, além de um episódio confirmado.

Quando há registro da doença, a resposta é imediata. No último caso, equipes de saúde realizaram busca ativa de 278 pessoas que tiveram contato com o paciente, adotaram bloqueio vacinal seletivo e reforçaram a comunicação com as redes pública e privada.

As ações seguem protocolos definidos no plano distrital de resposta ao sarampo, que estabelece fluxos e medidas para diferentes cenários. A estratégia garante atuação coordenada e rápida para evitar que casos isolados evoluam para surtos no Distrito Federal.

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