A educação fiscal ganhou destaque no Distrito Federal na última terça-feira (18), durante o encerramento do Projeto EnCena 2025. Alunos da rede pública e do Instituto Federal de Brasília (IFB) participaram de atividades que mostraram, na prática, como os impostos contribuem para serviços essenciais e fortalecem a cidadania.
O programa, iniciado em 2020, combina educação e conscientização, ensinando crianças e adolescentes a importância de acompanhar a aplicação dos recursos públicos. Mais do que transmitir conceitos de tributação, a iniciativa busca formar cidadãos críticos e engajados desde cedo.
O EnCena é realizado em parceria entre a Secretaria de Educação do DF, a Secretaria de Economia, a Controladoria-Geral do DF e a Receita Federal. Juntos, os órgãos desenvolvem ações pedagógicas que conectam teoria e prática, mostrando aos estudantes que solicitar a nota fiscal é um ato de cidadania e responsabilidade social.
“É fundamental que os jovens entendam como suas atitudes impactam a sociedade”, afirmou a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá. “Ao pedir a nota fiscal, eles participam diretamente da arrecadação que financia saúde, educação e outros serviços que beneficiam a todos.”
Cidadania na prática
Para Cícero Melo, coordenador do Grupo de Educação Fiscal do DF, o projeto vai além de ensinar sobre tributos. “O estudante aprende a se colocar em três papéis: contribuinte, beneficiário e fiscal dos recursos públicos. Essa consciência completa a cidadania”, explicou. Segundo ele, apenas a educação é capaz de transformar comportamentos e fortalecer a relação entre Estado e cidadão.
Reconhecimento e incentivo
O programa também oferece premiações aos participantes que se destacam, incluindo smartphones, incentivando o engajamento e o bom desempenho. O EnCena integra o Programa Nacional de Educação Fiscal, que em 2026 completa 30 anos, abrangendo todos os estados e o Distrito Federal.
“É um aprendizado que fica para a vida toda”, destacou a secretária Hélvia Paranaguá. “Os estudantes saem com consciência de que podem acompanhar como os impostos são aplicados e contribuir para uma sociedade mais justa e participativa.”


